Um espaço de eco. Uma caixa de cartas esquecidas. Um arquivo de pensamentos que não encontraram endereço. Contém erros, pois é visceral. Tudo é Perfeito e vem sem esforço. Aqui o Leitor não é convidado, ele é tolerado.
Um espaço de eco. Uma caixa de cartas esquecidas. Um arquivo de pensamentos que não encontraram endereço. Contém erros, pois é visceral. Tudo é Perfeito e vem sem esforço. Aqui o Leitor não é convidado, ele é tolerado.

Preview da nova casa
Os dias no hostel estavam acabando e o grupo do In a Be começou a ir para suas novas casas definitivas. O primeiro a partir foi o F. Ele também é brasileiro e por uma série de coincidências, viemos com a mesma agência, iríamos estudar na mesma escola e também dividiríamos o mesmo quarto. Ele é do RJ mas morava em SP. Tinha um perfil interessante. Era o tipo de carioca do bem, mas viva em festas e status social. Engenheiro por formação e morando na Faria Lima, veio para a Irlanda para melhorar o inglês e buscar novas oportunidades no Brasil. Considerei que éramos “opostos agregantes” e se demonstrou uma boa companhia. Eu já tinha achado esse quarto para mim, mas acabei passando para ele porque ele tinha só mais 3 dias no hostel.



Seu escravo às suas ordens, princesa
A próxima a se mudar foi a J. a qual comecei a chamar de princesa porque ela brincava o tempo inteiro que era filha do Kin Jon Un. Era impossível que ela tivesse tanta mala para uma pessoa tão magrinha. Além disso, a nova casa dela era muito longe. Pelo menos a viagem foi divertida porque ela ficava pedindo desculpas e se culpando por eu estar ajudando ela até que eu falei para ela parar porque eu fazia porque eu queria ajudar uma amiga. Chegando lá, a LandLady era uma senhora bem simpática mostrou que o quarto da J. ficaria no último andar. Foi o último trabalho que tivemos para carregar peso, depois ela começou a desempacotar as coisas da mala.




Após terminar de organizar minimamente, fomos almoçar e ela quis me pagar o almoço. comemos em uma pizzaria próxima da casa dela.

Leevin out
É chegada a hora, eu era o próximo a me mudar. O L. ainda ficaria mais alguns dias e o F. continuaria por uma longa jornada. Mas ficamos extremamente tranquilos porque sabíamos que continuaríamos a nos encontrar. Tiramos uma última foto juntos

Fim de semana em Cobh
Pedi ajuda para o F. para deixar minhas coisas na nova casa pois só poderia ocupar o apartamento no domingo. Honestamente, nesse mês eu carreguei tanta mala que me senti um trabalhador de transportadora haha F., J. e eu para todo lado com nossas tralhas. Mesmo assim, a que mais me espantou foi a J. por ter 300 Kg de mala para uma pessoa que tem 40 Kg.

Após deixar minha mala lá na quinta, cumpri minha aula na sexta com a minha turma pois era a graduação do A. um Taiwanês extremamente divertido. Parecia que ele queria estar em meio as pessoas curtindo a vida então o estilo de vida dele era bem alternativo e eu achava muito bacana. No geral, essa turma do B2 foi muito boa e criamos um bom ambiente de estudo juntos.

Saindo da aula, fui direto para Cobh para a casa do R. e da W. Acho que eles não queriam que eu fosse, mas me receberam mesmo assim. Depois pensei que seria melhor ter ficado em um hostel, mas nos divertimos lá. Jogamos boliche na sexta-feira em um mini shopping que também tinha mini golf.



Já no domingo, fomos para uma praia (de pedras) e fizemos um churrasco. Deu para sentir o sabor do sul de novo.



Por fim, voltei e me alojei na casa (cama) nova que viria a me acompanhar por alguns meses em mais uma marca temporal nessa jornada.

Cheguei no centro da cidade e pensei: “Ok, mais uma etapa concluída, quarto pago agora vamos aos próximos”. Pronto para a certeza de que as coisas iriam acontecer com o novo ânimo de uma pequena conquista.
Com carinho, Lucas.